9º Encontro da Rede SP de Memória e Museologia Social – 06/04/2019 – Caçapava/SP

9º Encontro da Rede SP de Memória e Museologia Social
 
A Rede SP de Memória e Museologia Social convida a todas e todos para participar do nosso 9º (RE)Encontro! Após realizar encontros em Campinas, Indaiatuba, São José dos Campos, Itu e Porto Feliz agora é a vez de tecer novos laços no município de Caçapava, localizado no Vale do Paraíba, entre São José dos Campos e Taubaté.
 


A REMMUS-SP, criada em 2014 com o objetivo de favorecer a colaboração entre comunidades, trabalhadores, estudantes e educadores dedicados a iniciativas cidadãs no campo da memória e do patrimônio, mobilizar e potencializar ações, projetos e iniciativas orientadas de forma colaborativa e participativa, volta ao Vale do Paraíba com o objetivo de continuar estimulando a criação de laços e afetividades entre agentes e iniciativas, a fim de torná-las mais fortes e resistentes no atual contexto em que as poucas políticas públicas voltadas à preservação das memória e patrimônios relacionados à cultura popular e à museologia social existentes encontram-se sob ameaça.


Dentre as e os moradores de Caçapava, conhecidos como “taiadas”, encontra-se a senhora Darcy Breves de Almeida. Há décadas dona Darcy coleta histórias e objetos sobre os lugares, memórias, costumes, crendices, rezas, festas, enfim, sobre os diversos testemunhos culturais da população da cidade de Caçapava. Por conta disso, tornou-se uma guardiã de memórias, o que podemos observar em seu livro “De Já Hoje” e também no Espaço Cultural “De Já Hoje”, um museu-casa, ou “ecomuseu”, como ela mesma afirma, que criou intuitivamente e sabiamente em sua residência.


O Espaço Cultural “De Já Hoje” sediará o 9º Encontro da REMMUS-SP, onde teremos uma programação especial que contemplará uma visita ao espaço, um almoço caipira, diálogos entre membros da rede e sobre seus princípios e formas de atuação. Além disso, contaremos com a participação especial de duas folias de reis: a “Folia de Reis da Mantiqueira” (Taubaté) e a “Folia de Reis da Paróquia Nossa Senhora da Esperança” (Caçapava), que encerrarão o encontro.


Sobre Caçapava


A origem indígena de Caçapava é indicada por seu nome, originado da língua tupi, onde ka’a = mata e asapaba = passagem, ou seja, “passagem na mata” ou “clareira”. O município começou a ser colonizado no século XVI, após Mem de Sá (3º Governador-geral do Brasil, enviado pela Coroa Portuguesa) explorar a região. Posteriormente, jesuítas liderados pelo padre José de Anchieta fundaram missões para converter os indígenas à sua fé e cultura. Os aldeamentos surgidos nessa época deram origens a várias cidades (São José dos Campos, Taubaté, Queluz etc). Após o contato, as nações indígenas passaram por processos de etnocídio (destruição de sua cultura) e genocídio (extermínio parcial ou geral das comunidades), mas muito de seus costumes permanecem na cultura do Vale do Paraíba.


Com a colonização da região, o território foi dividido em fazendas, e Caçapava surgiu através de dois diferentes núcleos. O mais antigo foi um vilarejo que se desenvolveu em torno da capela Nossa Senhora d’Ajuda, construída em 1705 nas terras da fazenda do capitão Jorge Dias Velho. A chamada “Caçapava Velha” foi elevada ao status de freguesia em 1813, de vila em 1850 e de município em 1855.


No século XIX tornou-se zona cafeeira e, com a crise do café, nas primeiras décadas do século XX, entrou em um período de estagnação econômica. Em meados do século começa a se recuperar economicamente com o cultivo de arroz e a produção de leite. Associadas com à produção industrial, expandida na região durante a década de 1970, a agricultura e a pecuária compõem a base econômica do município.

Data: 06/04/2019, das 9 às 16 horas.
Local: Espaço Cultural “De Já Hoje”.

Endereço: Rua Coronel João Moreira da Costa, 261, Vila Rezende, Caçapava/SP.

Obs.1: O café da manhã será coletivo. Pedimos que tragam algo [gostoso!] para compartilhar.
Obs.2: O almoço será feito pela Dona Darcy e algumas parceiras e cada participante dará uma contribuição.

Pré-Teia Sudeste de Museologia Social

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20 de agosto, segunda-feira, das 14 às 16h, no Ponto de Cultura e Memória Ibaô – Instituto Baobá de Cultura e Arte – Rua Ema, 170, Vila Padre Manoel da Nóbrega

A Rede São Paulo de Memória e Museologia Social (REMMUS-SP) – articulação Campinas convida a todxs xs interessados no desenvolvimento da política dos Pontos de Memória a se reunir para a preparação da Teia Sudeste de Museologia Social,a se realizar em Vitória – ES, entre os dias 7 e 9 de setembro de 2018,nas dependências da Universidade Federal do Espírito Santo.

A Teia Sudeste tem como finalidade a cooperação e ação propositiva em relação às políticas públicas voltadas aos grupos, comunidades e iniciativas populares de preservação cultural.

A Rede São Paulo estará presente na Teia Sudeste e chama suas parceiras e parceiros de Campinas para discutir as questões, demandas, desafios, proposições e sugestões relacionadas aos Grupos de Trabalho:

. Políticas públicas
. Redes , articulação comunitária, comunicação livre
. Economia solidária e produção integral da vida
. Inventários participativos
. Museus tradicionais e Museologia Social

Sejam todas e todos bem-vindxs!

Vem aí 7o. (Re)Encontro da REMMUS-SP – Saberes para resiliência

30 de junho de 2018, sábado, das 10 às 16h30

Na Fazenda Capoava – Estrada Municipal de Porto Feliz

Saiba mais e se inscreva no site do encontro.

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Criada em 2014 para favorecer a colaboração entre comunidades, profissionais, estudantes e educadores dedicados a iniciativas cidadãs no campo da memória e do patrimônio, a REMMUS-SP pretende construir pontes de fortalecimento mútuo e coinspiração, percorrendo e cartografando os territórios culturais do Estado.

A Fazenda Capoava é uma dessas paisagens, cultivada por gerações de trabalhadores de uma usina açucareira. No presente, os cerca de 300 moradores enfrentam o enorme desafio de receber e cuidar de um valioso porém degradado conjunto patrimonial edificado, em processo de tombamento, constituído pelas instalações da antiga colônia destinada à sua moradia e sociabilidade.

Com o apoio da Associação Caminho das Águas eles vêm encontrando ferramentas como a permacultura e a Comunidade de Aprendizagem Integrativa, de forma a construir um modo de vida econômica e ecologicamente sustentável, com respeito à dignidade humana. Nesse contexto, o encontro da REMMUS vem proporcionar a reflexão sobre a possibilidade de promover a preservação do patrimônio material a partir da reativação de seus componentes imateriais, via ações de memória e comunicação popular, conectadas a práticas economicamente sustentáveis como o turismo de base comunitária.

O encontro pretende promover a troca respeitosa entre diversos saberes, com foco nas experiências de aprendizagem e transformação que a Fazenda Capoava propicia, envolvendo o diálogo entre o saber popular e uma ampla rede de pesquisadores em ciência aberta (biólogos, antropólogos, historiadores, arquitetos, agrônomos, advogados, museólogos, artistas e ativistas sistêmicos), numa plataforma de Desenvolvimento Comunitário Rural Sustentável.

Criada a Rede SP de Museologia Social

Em 19 de agosto de 2014, durante o I Encontro de Pontos de Memória, Patrimônio Cultural e Museologia Social, realizado no Museu da Imagem e do Som de Campinas, foi criada a Rede SP de Museologia Social.

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A articulação, promovida pelo Instituto Ibaô – Ponto de Cultura e Memória, em iniciativa de Alessandra Gama, contou com a presença do Diretor do Sistema Estadual de Museus, Sisem-SP, Davidson Kaseker, do Diretor de Cultura de Campinas, Gabriel Rapassi, da Coordenadora de Extensão Cultural Lucélia Gallego, representantes e equipes dos museus municipais de Campinas (MIS, MUCI, MUCA – Adriana Verri Maciel, Célio Turino, Sonia Fardin, Juliana Siqueira, Flávia Lodi, Cléber Moura Fé, Adriana Barão, Américo Vilela, Rosângela), Dora Mazzer e Batata, da Coordenadoria de Ação Cultural, Baba Toloji, Regina e obadê, do Instituto Baba Toloji Memória e Identidade Afro (Comunidade da Tradição e Culto Afro – Ilesin Ogun Lakaiye Osinmole), Iara, antropóloga, Ana Laura, Amantha Deri, Mukunda e Flávia Palmonari da Companhia Artística Ungambikkula, Flaudemir, jornalista, Pércila Márcia e Fábio Ramos do Instituto Ecocultura e Milena da Fundação Cassiano Ricardo, de São José dos Campos, Kleber Silva Jr, do Ponto de Memória da Brasilândia, Edna Regina da Casa de Cultura Andorinhas, no DIC 1, Fred do MLK, Ney Moraes Filho, do Centro de Saúde São Quirino e Associação dos Educadores Sociais do Estado de São Paulo, Margareth Morelli, do Centro de Saúde Costa e Silva, Luís Tarley, Ana Paula Piunti, da Associação Nina Griô, Anderson, do Coletivo Mídia Livre Vai Jão! Paula Viana, do Coletivo Socializando Saberes (que fez o registro e a transmissão ao vivo pela rede).

Os primeiros encaminhamentos foram a criação de um grupo de discussão e um website, e a definição de um encontro no Instituto Ibaô, durante a Primavera dos Museus, com ações de formação previstas.